Vale negocia contratos para abrir mercado nos EUA

24/09/2013 21:57

Companhia disse esperar encontrar no ressurgimento da siderurgia norte-americana um novo mercado para seus produtos

Sabrina Lorenzi, da
 

Agência Vale

Mina da Vale, em Carajás, no Pará

Mina da Vale, em Carajás: segundo CEO, companhia deverá produzir pelotas para o mercado norte-americano

Belo Horizonte - A mineradora Vale espera encontrar no ressurgimento da siderurgia norte-americana um novo mercado para seus produtos.

A maior produtora de minério de ferro do mundo negocia a venda de pelotas para os Estados Unidos, afirmou nesta terça-feira o presidente da companhia, Murilo Ferreira.

"Hoje a gente vende zero aos Estados Unidos; os nossos contatos já estão intensos para que a gente possa fornecer pelotas nos próximos anos para o mercado americano", disse o executivo, durante palestra no Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte.

A indústria dos EUA, inclusive a siderurgia, tem retomado fôlego com a exploração das reservas de gás de xisto, que reanimou investimentos em infraestrutura e equipamentos para a indústria de petróleo e que permitiu o acesso a uma fonte de energia mais barata.

"São oportunidades que aparecem a partir do shale gas", acrescentou Ferreira, ao comentar projetos da Vale para uma plateia de centenas de profissionais do setor de mineração.

Entre os projetos da Vale, uma planta de pelotização em Tubarão deverá produzir pelotas para o mercado norte-americano, disse o executivo.

"Quantos de vocês imaginavam que a siderurgia nos Estados Unidos... estava numa fase declinante?", ponderou Ferreira.

Venda de Ativos

Em linha com seu plano de desinvestimentos e redução de custos para focar nos seus principais projetos de mineração --como o S11D, na Serra Sul dos Carajás--, a Vale poderá vender ativos de petróleo, alumínio e bauxita neste ano.

A empresa provavelmente venderá em 2013 outros ativos além dos que já anunciou, disse nesta terça-feira Ferreira.

"Temos que tomar decisão sobre Rio do Norte (unidade de bauxita), temos que tomar decisão sobre nossas ações na Norsk Hydro... óleo e gás tem algumas coisas para fazer", afirmou ele a jornalistas ao ser indagado sobre após palestra em congresso do setor em Belo Horizonte.

Ferreira disse ainda que tem "uma surpresa" no âmbito de venda de ativos neste ano, mas acrescentou que não poderia dar detalhes.

A Vale, que busca se desfazer de ativos que não integram as suas atividades principais, anunciou na semana passada a venda de 35,9 por cento de sua empresa de logística VLI para a japonesa Mitsui e o fundo de investimentos do FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal, por 2,7 bilhões de reais, e está em negociações para se desfazer de uma fatia adicional.

CSA O presidente da Vale disse ainda que uma solução para a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) já deveria ter sido arranjada há muito tempo, sinalizando que a sócia ThyssenKrupp já poderia ter resolvido a situação da problemática usina no Rio de Janeiro.

A alemã Thyssen tenta vender a fatia majoritária que tem na CSA, além de uma usina no Alabama, há mais de um ano.

A Vale não tem se posicionado contra a venda, mas já deixou claro que quer seus direitos preservados. Esses direitos incluem o contrato de fornecimento de minério de ferro para a CSA e uma indenização superior a 550 milhões de dólares, pelo ressarcimento dos investimentos realizados, segundo o previsto em outro contrato.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que negocia a aquisição dos ativos há vários meses, depende de um acerto de contas entre a ThyssenKrupp e a Vale para prosseguir com o plano de comprar as duas usinas colocadas à venda pela grupo alemão, afirmou em agosto uma fonte que acompanha diretamente as negociações.

A Vale é sócia na CSA, com 27 por cento de participação. A Thyssen possui o capital restante.

 

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