Somos a petrolífera mais certeira do mundo, diz OGX

28/04/2011 17:19

Diretor-geral da empresa diz a EXAME.com que a OGX não está "afobada" para vender blocos da bacia de Campos e nega avaliação de que precisará fazer nova oferta de ações

Divulgação

Paulo Mendonça, diretor-geral da OGX

Paulo Mendonça, diretor-geral da OGX: "a sensação de que estamos fazendo promessas não cumpridas deve ser reavaliada"

São Paulo – Desde que a consultoria D&M divulgou o relatório com suas estimativas de reservas para a OGX, as ações da companhia de exploração de petróleo do bilionário Eike Batista apresentam um desempenho sofrível na bolsa. Até o final da manhã desta quinta-feira (28/04), os papéis acumulavam uma queda de quase 22%, o que representa uma perda de quase 14 bilhões de reais em valor de mercado. Em entrevista a EXAME.com, no entanto, dois dos principais executivos da empresa afirmaram que não há motivo para a desconfiança do mercado.


Para o diretor-geral, Paulo Mendonça, e o diretor de desenvolvimento da produção, Reinaldo Belotti, a companhia entregou todas as promessas feitas até agora. Segundo os executivos, que trabalharam mais de 30 anos na Petrobras antes de ingressarem na OGX, nenhuma empresa de petróleo conseguiu agregar um volume de reservas tão alto em tão pouco tempo na história. O índice de acerto de 90% na perfuração de poços também seria inédito no mundo – ainda que o próprio Mendonça admita que será difícil mantê-lo no futuro.

Os executivos afirmaram que a OGX não está "afobada" para concretizar a venda de parte dos blocos da Bacia de Campos e que também não precisam fazer uma nova emissão de ações para financiar a continuidade da campanha exploratória. Com quase 5 bilhões de reais em caixa e a expectativa de produzir 18.000 barris de petróleo por dia até o final do ano, a companhia teria outras alternativas para financiar seus investimentos. Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

EXAME.com - O mercado atribuiu a queda das ações da OGX desde a semana passada ao fato de que o relatório da D&M teria mostrado números abaixo das expectativas. Vocês concordam?

Paulo Mendonça - Não é que não conseguimos atingir as expectativas. Você acha que descobrir 4 bilhões de barris de petróleo é fácil? Eu tenho 40 anos de experiência no setor do petróleo. Muitas companhias estão aí desde então e não têm nem 100 milhões de barris em reservas. A OGX não só tem 4 bilhões de barris em reservas descobertas como também mostrou capacidade de agregar valor com outros projetos exploratórios no futuro.

EXAME.com - Por que as pessoas esperavam ainda mais do que isso?

Mendonça – Dizer que os analistas nos avaliam mal é indevido. Dos 20 relatórios que eu li sobre a empresa, 15 recomendam a compra da nossa ação e quatro estão neutros. A única recomendação de venda que temos é da Merrill Lynch, que nos avalia dessa maneira desde que chegamos à bolsa. O que eu concordo é que havia expectativas muito divergentes dentro do mercado. Mas lembro que não podíamos dar um guidance [estimativa de resultados futuros].

EXAME.com – Vocês consideram o relatório conservador?

Mendonça - A certificação funciona da seguinte maneira. Eu levo para eles as informações da empresa. O cara usa a metodologia dele e faz o relatório. A metodologia é a mesma há 50 anos. Não podíamos fazer nada para tentar mudá-la porque alguém da consultoria poderia dizer que foi pressionado. Então não é uma crítica quando a gente diz que a metodologia da consultoria D&M é conservadora. É porque é mesmo.

EXAME.com – O relatório da D&M quebrou o encanto do mercado com a OGX?

Reinaldo Belotti – Para nós, o relatório foi muito bom. Ele quebrou algumas expectativas que foram criadas de uma maneira que ainda não é muito clara para a gente. Mas pensando na atividade de exploração de petróleo e nas nossas próprias expectativas, é alto muito positivo.

Mendonça – No passado, fizemos uma estimativa de reservas de 2,6 bilhões e 5,5 bilhões de barris. Esses números conversam com os 5,7 bilhões que obtivemos da consultoria na Bacia de Campos mesmo sem incluir o pré-sal. Os números conversam de maneira altamente positiva com o que prometemos e se encontram no patamar mais alto do intervalo estimado.

 

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