Família Klein quer rever fusão com Pão de Açúcar

16/10/2012 11:19

 

Sócios minoritários, eles acreditam ter indícios de que haveria erros “relevantes” nas demonstrações financeiras usadas pela empresa na fusão com as Casas Bahia

Germano Lüders/EXAME
Michael Klein, das Casas Bahia
Michael Klein, da Casas Bahia: a família Klein e o Pão de Açúcar vivem às turras desde que se tornaram sócios, em 2009

São Paulo - Pela segunda vez em pouco mais de dois anos, a família Klein quer voltar à mesa de negociação para rever a fusão da Casas Bahia com o Grupo Pão de Açúcar, que deu origem à rede de eletrodomésticos Viavarejo. Sócios minoritários, eles acreditam ter indícios de que haveria erros “relevantes” nas demonstrações financeiras usadas pelo Pão de Açúcar na fusão, a ponto de alterar a composição acionária da empresa - os Klein têm 47% e o Pão de Açúcar é majoritário, com 53%.

A base do questionamento é o resultado preliminar de uma auditoria encomendada à KPMG no começo do ano, pelo conselho da própria Viavarejo. Na visão dos Klein, embora não esteja concluído, o trabalho já teria detectado erros e inconsistências nas demonstrações da Globex (do Pão de Açúcar) capazes de levar a uma revisão do valor das empresas que cada lado colocou na operação.

Se essa avaliação inicial for confirmada, dizem fontes ligadas aos Klein, a composição acionária da Viavarejo poderia até se inverter, com os antigos donos da Casas Bahia passando de acionistas minoritários a sócios majoritários. O advogado da família Klein, Ivo Waisberg, não confirma essa hipótese, mas afirma que seus clientes querem discutir a situação. “Existe um problema que pode ser relevante e a gente precisa apurar. Por isso, enviamos uma notificação para abrir negociações sobre as eventuais inconsistências no balanço da Globex usado na transação”, disse Waisberg. Procurada, a direção do Pão de Açúcar preferiu não se manifestar.

A família Klein e o Pão de Açúcar vivem às turras desde que se tornaram sócios, em 2009. A diferença é que, antes, os antigos donos da Casas Bahia brigavam com o empresário Abilio Diniz, que fechou o negócio com eles. Agora, a conversa será com os franceses do Casino, que este ano assumiram o controle da maior rede de varejo do País.

Pessoas que acompanham essa novela especulam que os Klein poderiam estar reagindo a uma suposta decisão de tirar Raphael Klein da presidência da Viavarejo em novembro, quando o Pão de Açúcar passa a ter o direito de escolher o próximo ocupante do posto.

A família estaria incomodada, também, com as notícias de que da Viavarejo - com a Casas Bahia dentro - estaria sendo usada pelo Casino como moeda de troca para viabilizar a saída de Abilio do Pão de Açúcar. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

 

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