Coin: panorama para Eternit é bom, apesar de temor no "caso do amianto"

26/09/2012 15:24

 

Executivos da companhia destacaram planos de expansão em reunião com a corretora; perspectiva de maior demanda baliza otimism

Por Lara Rizério 

SÃO PAULO - Após o encontro com a Eternit (ETER3), a Coinvalores considera que o panorama para a empresa é bastante favorável, apesar dos temores acerca de uma decisão contrária ao uso de amianto no Brasil. A analista da corretora, Sandra Peres, recebeu a equipe de relações com investidores formada por Rodrigo Luz e Paula Barhum, que mostraram suas perspectivas e planos para a empresa.

Luz e Paula destacaram os planos de crescimento orgânico diversificado com o ingresso em novos mercados via aquisição, além de esperar oferecer produtos do "piso até o teto". Dando sequência ao processo de diversificação, a empresa tem como “carro-chefe” a construção da fábrica multiprodutos em Porto Pecém, no Ceará, que contará com o investimento na planta de louças sanitárias realizado através de joint-venture com a colombiana Corona.

Fábrica Eternit Rio de Janeiro

 

Panorama favorável, mas impasse com uso de amianto
Dado estes fatores, a analista considera que o panorama para a Eternit é bastante favorável. A boa perspectiva se baliza na projeção de maior demanda pelos componentes de construção que se expande pelo elevado déficit habitacional brasileiro - que sustentam com os programas de investimento do governo e com o consumo das famílias. 

Além disso, destaca a analista, está o crescimento da companhia alinhado á sua rentabilidade, através das metas de expansão de suas margens ao longo dos próximos anos. Outra ressalva aponta por ela é a elevada geração de caixa, primordial para a capitalização de seus projetos, assim como a confortável posição financeira e o baixo endividamento.

Por outro lado, aponta Sandra, há o temor sobre uma decisão contrária ao uso do amianto no Brasil, que eliminaria em torno de 30% de sua receita consolidada. "Embora esse tema ainda esteja longe de ser concluído, nesse momento preferimos recomendar a manutenção dos papéis da companhia, que possui o maior payout (dividendo pago por ação/lucro por ação) do setor".

Vale ressaltar que a companhia continua com 80% de sua receita líquida proveniente da comercialização de produtos à base de amianto crisotila como matéria-prima para fabricação. "Destacamos este ponto, pois a 'guerra pela sobrevivência' vem se arrastando ao longo de anos, pela questão do banimento ou livre comercialização", avalia a analista. Tendo em vista a ameaça à atividade, a Eternit já conta com linha de fabricação alternativa. 

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